Inadimplência das famílias brasileiras atinge o maior patamar desde 2012
O Banco Central informou que a parcela de créditos de pessoas físicas com atraso superior a 90 dias ou risco de não pagamento alcançou 9,2% da carteira total. O dado representa o maior nível registrado desde 2012, com destaque para o aumento nos segmentos de cartão, consignado e veículos.

O que muda para a sua loja
O Banco Central registrou que 9,2% da carteira de crédito para pessoas físicas tem atraso superior a 90 dias ou risco elevado de calote, o maior índice desde 2012. Com o endividamento em 49,86% em jul/2026, mais consumidores perdem o limite de compras no cartão.
Impacto por segmento
- Eletro e eletrônicos
- Bens de valor mais alto enfrentam aumento de pedidos recusados por falta de saldo no cartão de crédito.
- Móveis
- Vendas dependentes de limites bancários amplos encontram maior resistência na aprovação direta do pagamento.
- E-commerce em geral
- A perda de limite nos cartões tradicionais reduz a conversão final no checkout de pedidos parcelados.
O que fazer agora
- Mostre opções de parcelamento com desconto em folha para trabalhadores com vínculo formal antes da etapa final do checkout.
- Revise as opções de pagamento na loja para oferecer alternativas ao cliente que teve a compra negada na operadora do cartão.
Os números por trás
- 49,86%Endividamento das famílias (dívida sobre a renda de 12 meses)jul/2026. 49,65% em jun/2026; 48,78% em jul/2025Banco Central, SGS 29037
O que a fonte diz
- O Banco Central registrou que 9,2% da carteira de crédito para pessoas físicas apresenta atraso superior a 90 dias ou risco elevado de não quitação.
- Este índice de inadimplência é o mais alto observado desde o início da série histórica em 2012.
- Os segmentos de cartão de crédito, crédito consignado e financiamento de veículos atingiram recordes de inadimplência no período.


