Consumo nos lares brasileiros cresce 2,70% no acumulado até setembro
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou que o consumo nos lares brasileiros subiu 2,70% de janeiro a setembro de 2026. O índice de setembro apresentou alta de 0,59% frente ao mesmo mês de 2025, embora tenha recuado 1,46% na comparação mensal com agosto.

O que muda para a sua loja
O consumo nos lares registrou alta acumulada de 2,70% até setembro, com recuo de 1,46% na comparação com agosto. As famílias priorizam despesas básicas enquanto o comprometimento da renda com dívidas atingiu 28,99% em ago/2026. A sobra de caixa no mês diminui para itens de maior valor no comércio online.
Impacto por segmento
- E-commerce em geral
- A retração de 1,46% no consumo mensal indica orçamento familiar apertado com gastos essenciais, o que desacelera conversões de tíquetes mais altos.
- Móveis
- Gastos concentrados em supermercado reduzem o espaço para compras de mobília planejada, exigindo opções de parcelamento no caixa.
- Eletro e eletrônicos
- Com renda comprometida em despesas do lar, eletrodomésticos dependem de crédito alternativo, como o desconto no salário para trabalhadores com vínculo formal.
O que fazer agora
- Mostre opções de parcelamento com crédito descontado no salário para clientes que trabalham com vínculo formal e estão com o cartão sem limite.
- Revise a oferta de produtos de tíquete médio menor na vitrine da loja para capturar o consumidor que reduziu compras não essenciais.
Os números por trás
- 28,99%Comprometimento da renda das famílias com dívidasago/2026. 28,83% em jul/2026; 27,55% em ago/2025Banco Central, SGS 29034
O que a fonte diz
- O consumo nos lares acumulou alta de 2,70% nos primeiros nove meses de 2026, mantendo estabilidade em relação ao resultado de agosto.
- Em setembro de 2026, o consumo cresceu 0,59% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
- Houve queda de 1,46% no consumo em setembro na comparação mensal com agosto de 2026.
- Os dados da Abras consideram todos os formatos de supermercados e são deflacionados pelo IPCA do IBGE.


