ANPD investiga compartilhamento de dados de clientes entre Claro e Serasa
A ANPD abriu processo contra a Claro por compartilhar dados de clientes de telefonia e TV com a Serasa. O órgão aponta falta de transparência e finalidade específica no envio das informações, que eram usadas para análise de crédito e prevenção a fraudes, sem controle adequado.

O que muda para a sua loja
A ANPD investiga o envio de dados da Claro para a Serasa voltados a soluções de análise de crédito e prevenção a fraudes. Com o endividamento das famílias em 49,86% em jul/2026, regras mais rígidas de dados afetam birôs e a checagem cadastral de pedidos no e-commerce.
Impacto por segmento
- E-commerce em geral
- Exigências maiores sobre repasse de dados a birôs podem alterar contratos e termos de consentimento no checkout da loja.
O que fazer agora
- Revise a política de privacidade e os termos de consentimento exibidos no checkout para o envio de dados a birôs antifraude.
- Confira com seus provedores de análise de risco e antifraude se as bases contratuais atendem às exigências da ANPD.
Os números por trás
- 49,86%Endividamento das famílias (dívida sobre a renda de 12 meses)jul/2026. 49,65% em jun/2026; 48,78% em jul/2025Banco Central, SGS 29037
O que a fonte diz
- A ANPD investiga a Claro por compartilhar dados de clientes de telefonia fixa, móvel e TV por assinatura com a Serasa Experian.
- A Serasa utilizava os dados para criar soluções de análise de crédito e prevenção a fraudes, enquanto a Claro recebia remuneração e acesso a tecnologias.
- O órgão regulador questiona a falta de finalidade específica, necessidade e transparência no compartilhamento das informações dos titulares.


